178 anos

Fundado poucos anos depois da Independência do Brasil, num momento em que o País precisava se organizar como um Estado soberano, o IAB completou, no último dia 7 de agosto, 178 anos de uma infatigável caminhada de braços dados com a defesa do estado democrático de direito, da ordem constitucional e da dignidade da pessoa humana. São esses os pilares cívicos que sustentam a Casa de Montezuma.

Na sua longa trajetória voltada para a busca permanente por um País melhor e mais justo, manteve-se sempre na vanguarda do Direito e da proteção dos princípios fundamentais que valorizam a existência humana. Lutou pela libertação dos escravos, contribuiu para a construção de um ordenamento jurídico nacional, elaborou o Código Comercial de 1850, testemunhou o nascimento da República e jamais hesitou em ocupar as trincheiras da resistência todas as vezes em que, como hoje, a democracia se viu ameaçada.

Por essas razões, mesmo que virtualmente, por conta do distanciamento que a pandemia nos impõe, o Instituto não poderia deixar de comemorar mais um aniversário da maneira mais fiel às nossas tradições: com uma sessão solene, discursos memoráveis, homenagens inesquecíveis e profunda emoção. Tudo isso fez parte da celebração, que contou com a manifestação irretocável do nosso orador oficial, José Roberto Batochio, e a entrega da Medalha Teixeira de Freitas, pela primeira vez, a uma mulher, a jurista Ester Kosovski.

Houve, ainda, a apresentação virtual da peça Re-acordar, encenada pelos remanescentes do grupo Tuca, fundado em 1966, que contaram as duras experiências vividas durante a ditadura militar, como a prisão, a tortura e o exílio impostos pelo autoritarismo, que voltou a rondar o País.

Foi uma noite memorável, que serviu não somente para celebrarmos o 178º aniversário da nossa segunda casa, mas também para renovarmos a energia e mantermos forte a vitalidade institucional necessária à defesa da democracia.

Rita Cortez