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Duas grandes mulheres: Nilza Rezende e Madre Fátima.

Agosto nos leva duas grandes mulheres. A advogada Nair Nilza Perez de Rezende nos deixou em 12 de agosto de 2011. Escritora, jurista, jornalista e advogada militante, Nilza Rezende, nasceu em Leopoldina, Minas Gerais, a 02 de janeiro de 1919, mudando-se aos quinze anos para o Rio de Janeiro, porque pretendia se tornar advogada e aqui fazer o seu bacharelado. Formou na tradcional Faculdade Nacional de Direito. Casou-se com seu colega de turma, Valério Rezende, com quem teve 7 filhos e inauguraram o excepcional escritorio Perez e Rezende de Advocacia Trabalhista.
 
Nilza foi a primeira advogada trabalhista do Rio de Janeiro e a primeira mulher a fazer uma sustentação oral no Supremo Tribunal Federal. Por sua intensa atividade como advogada trabalhista, foi agraciada com a medalha da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho, no grau de Comendador, pelo Tribunal Superior do Trabalho, e com a medalha da Ordem do Mérito do Trabalho, no grau de Cavaleiro, pela Presidência da República. Autora dos livros "Obrigações Trabalhistas do Empregador Rural" e "Empregados Domésticos: direitos e obrigações".  Era ilustre integrante do Instituto há mais de 35 anos, onde fez muitos amigos e dedicados admiradores. E eu estive e estou na longa fila destes colegas que a consideravam uma pessoa da familia.
 
Outra excepcional mulher, falecida no dia anterior, foi a Madre Maria de Fatima, Chanceler da Universidade Santa Ursula, cujo  nome de batismo era Jeanete Maron Ramos. Possuia graduação em Curso de História Natural pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1964) e doutorado em Oceanografia Biológica - Université Pierre et Marie Curie (1973). Atualmente é Chanceler, diretora de pesquisa e professora titular da Universidade Santa Úrsula. Possuia graduação em História Natural.
 
Madre Fátima foi uma incansável lutadora pela subsistência da Universidade Santa Úrsula, instituição que dirigiu com todo seu empenho e dedicação. Testemunhei diretamente a luta incansável desta brava mulher, que, mesmo na sétima década de vida, atuava como Presidente da Associação Universitária Santa Ursula há vários anos, sempre pautando sua conduta pela honestidade, revelando-se pessoa correta e justa em todas as decisões envolvendo o Colégio e a Universidade administrados pela Associação. E enfrentou com galhardia todos os entraves financeiros com que teve de lidar até o minuto final de vida, contando com a compreensão de muitos professores e funcionários dignos e amorosos da Casa, que trabalhavam e trabalham apesar da precariedade financeira da instituição.
 
Nilza e Jeanete nos dão exemplos tão formidáveis de dedicação e competência. E amor ao próximo!