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A Guerra nas UPPs do Rio de Janeiro

Projeto do Governo do Estado de ampla receptividade popular quando implantado há alguns poucos anos, as Unidades de Policia Pacificadora, levadas a cabo pela Secretaria de Segurança Pública por meio da Polícia Militar do Estado, estão vivendo dias de enorme apreensão e são motivo e palco de gravíssima violência, vitimando meliantes inseridos nas comunidades, moradores indefesos e policiais militares.

A autêntica "guerra" que vem acontecendo se explica muito facilmente: as UPPs têm constituído tão somente, segundo voz corrente, uma ocupação militar-policial das áreas mais carentes da cidade do Rio de Janeiro. 
O proprio Secretário de Segurança Pública, em várias oportunidades, deu conta de que a  ocupação de áreas dominadas por narcotraficantes não era apenas uma atuação de combate ao crime, mas deveria ser seguida por todas as instituições do Estado, de modo a implantar uma situação de autentica cidadania.

O que ocorreu, ao que se sabe, foi uma parceria da policia com concessionarias de serviços públicos de molde a implentar cobrança por fornecimentos que, até então, eram simplesmente objeto de utilização sem qualquer contraprestação pelos moradores destas comunidades.
Mas Estado mesmo, pouca coisa!

Desta forma, testemunhamos a resistencia de certos bandos de delinquentes que buscam restabelecer seu domínio sobre estas populações, e contam com a simpatia de uma parte delas, pois já se desiludiram com o poder público, cujas promessas não se cumpriram.

Assim, o programa de UPPs prossegue,  estabelecendo apenas territórios de guerra, que, evidentemente, vitimizam todos os que se encontram nestas áreas geográficas. Portanto, não pode deixar de apontar o dedo para o Governo do Estado quando assistimos a uma série de episódios que culminam, diariamente, em mortes e lesões, precisamente em função da guerra urbana que se estabeleceu por ausência dos serviços do Estado nestas comunidades.