DECODIFICANDO OS DISCURSOS: A ESTATAL DO PETRÓLEO É
A PETROBRAS RE-ESTATIZADA.
Profa. Guilhermina Coimbra – www.ibin.com.br
A proposta da criação da estatal do petróleo visa desviar
a discussão das mudanças fundamentais e necessárias, a serem feitas
no péssimo marco regulatório - que trata da propriedade do petróleo
no Brasil.
A Lei n. 9.478/97 - Lei do Petróleo – teve os seus artigos elaborados incoerentemente, de modo a confundir e
prejudicar os interesses da União, porque:
1)
A Lei 9.478/97 (Lei do petróleo) é intrinsecamente ilegal, visto que o
seu artigo 3º diz que as jazidas de petróleo pertencem à União
Federal; o seu artigo 21 dispõe, que todo o direito do
produto da lavra dessas jazidas pertence à União; mas, o seu
artigo 26 concede a propriedade do petróleo a quem o produzir, em desacordo
com os artigos 3o e 21 da própria Lei do Petróleo, citados e
contrariando o artigo 177 da Constituição Federal/88 – a Lei Maior;
2)
Contrariando a Constituição Federal e os seus próprios artigos, 3º e 21º., a Lei
9.478/97 - Lei do Petróleo, através do seu artigo 26,
entrega a propriedade do
petróleo, a quem produzir o petróleo;
3)
Além
de inconstitucional e incoerente, a Lei do Petróleo é antiestratégica,
pois, estamos entrando no terceiro e definitivo choque do petróleo, devido ao
pico da produção mundial, com a demanda superando a oferta e tendendo
irreversivelmente à subida dos preços;
4)
A
Lei 9.478/97 (Lei do Petróleo) determina que a União tenha uma
Participação Especial na produção do petróleo;
5)
O
Decreto 2.705/98 estabelece que essa participação varie de 0 a 40%, ao
contrário do que ocorre no mundo inteiro, onde, os governos dos países
exportadores recebem, em média, 84% de participação.
Prestem atenção no
absurdo: a União, proprietária do petróleo, recebe menos da
metade da média mundial, como ‘Participação Especial’.
Não podemos desviar o foco principal do que realmente interessa para os
residentes no Brasil, que é a propriedade do petróleo – assegurada pelos constituintes de 1988 e violada
pela Lei do Petróleo.
Muito antes da Lei 9.478/97, a Petrobrás (estatal) estudou sozinha,
durante 30 anos, essa província petrolífera, inédita no mundo, e encontrou-a
eliminando todos os riscos.
Se o artigo 26 da Lei 9.478/97 (Lei do Petróleo)
foi fruto do lobby internacional no Congresso Nacional - Polícia Federal,
abertura de contas, sigilos bancários, sigilos telefônicos e CPIs - em todos os
congressistas, corrompidos pelos corruptores.
...”Qual seria a razão de entregar esta fantástica riqueza de mão
beijada às corporações estrangeiras que detiveram por 13 anos o direito de
explorar essa área e não o fizeram?”...(Fernando Siqueira, Diretor da
Associação dos Engenheiros da Petrobrás, in BRASIL, DOADOR DE
PETRÓLEO, entrevista ao Correio da
Cidadania, publicado em 20 de agosto de 2008 às 17:54.).
Tudo isto, sem lembrar os “contratos de risco” – os quais, durante mais
de trinta anos, imobilizaram o território brasileiro, não arriscando nada, que
pudesse despertar a atenção brasileira, sobre a riqueza de seu subsolo.
Se o marco regulatório for corrigido e o petróleo, como dispõe a
Constituição, for propriedade da União, que poderá usá-lo estrategicamente,
sendo o percentual de participação de quem produzi-lo fixado dentro da média
mundial (16%) - não haverá problemas em contratar-se a produção com a Petrobrás
(privatizada).
Suponhamos que a Petrobrás (privatizada) seja a encarregada da
exploração do pré-sal: 16% (100 menos 84%) da produção caberiam a ela. Mesmo
tendo 40% das ações no exterior, isto representaria só 6,4% (40% de 16%), mas a
União ficaria com 90,4% da produção (84 + 6,4%), pois ela ainda detém 38 % das
ações da Petrobrás. Nesse caso, os acionistas estrangeiros da Petrobrás
ficariam com 6,4% do petróleo produzido.
O argumento (?) para a criação da estatal é que a Petrobrás teve 40
% das ações vendidas a preço de banana pelo governo FHC à Bolsa de Valores
de Nova York, enquanto que, a nova estatal seria 100% do Estado brasileiro.
Isto é um terrível equívoco, na melhor das hipóteses, porque, a função
dessa estatal seria a de gerenciar os leilões, mas sem mexer no marco
regulatório atual.
Criar uma nova estatal do petróleo seria criar um cabide de empregos
para substituir a Agência Nacional do Petróleo na condução dos leilões, dentro
de condições nefastas para o contribuinte de fato e de direito brasileiro.
Mas, no que pese a desinformação e a informação tumultuada, prenha de
politicagem, os brasileiros não são otários e estão atentos: o pré-sal tem que
ser garantido.
Atualmente, 65% das reservas mundiais estão em mãos das seguintes empresas: Saudi
Aramco, Petrochina, Inoc (Iran), Gazprom (Rússia – re-nacionalizada)
Petronas (Malásia) PDVSA (Venezuela) Pemex (México) e Petrobrás: todas são
estatais (menos a Petrobrás, privatizada) sendo que a maioria
é 100% estatal.
Portanto, não é nada extraordinário a Petrobrás (re-estatizada) ser
uma estatal responsável pela produção do pré-sal (as 7 irmãs privadas estão
se fundindo para tentar sobreviver. O Financial Times fez uma matéria em abril
desse ano mostrando que, dentro de 5 anos, elas irão desaparecer porque, só
possuem 3% das reservas mundiais).
Na verdade, a
PETROBRAS teve 62% de suas ações privatizadas (O Globo, 21.08.08, p. 23, “Lula
anuncia estatal em setembro”).
A Petrobrás
pesquisou durante 30 anos a província do pré-sal, com o dinheiro suado do
contribuinte brasileiro.
Com grandes
dificuldades...”geológicas, porque, a camada de sal mascarava os levantamentos
sísmicos. Com o advento das novas tecnologias, a empresa pôde identificar com
mais precisão o local adequado para perfuração. Furou o primeiro poço com o
custo de US$ 260 milhões, com riscos elevados, e achou o petróleo que seus
técnicos esperavam. Fez isto tudo sozinha”. (Fernando Siqueira, Diretor
da Associação dos Engenheiros da Petrobrás, in BRASIL, DOADOR DE
PETRÓLEO, entrevista ao Correio
da Cidadania, publicado em 20 de agosto de 2008 às 17:54.).
O Brasil do pré-sal, sob duras penas e pressões, vem se preparando – abertamente,
sem se fechar para o resto do mundo - há mais de cinqüenta anos, tentando se
auto-infraestruturar.
Mais de cinqüenta anos foi, exatamente, o tempo durante o qual, a Índia e a
China ficaram fechadas para o restante do mundo - como condição sine
qua non para se auto-infraestruturarem: e como se auto-infraestruturaram!.
Há que se rechaçar todos os argumento para a criação de uma nova
empresa estatal, com novas regras etc., para não se tornar incontrolável.
A estatal PETROBRÁS, em 55 anos de existência nunca criou problemas para
o Governo.
A PETROBRÁS (estatal) sempre foi, mas, é coarctada pelo
controle sistemático e persistente, efetuado pelos lobistas
privativistas, que a impediam de explorar, “...com ordens lá de cima”...,
de modo, a aguardar a privatização: mandando suspender as suas
pesquisas, suspender as introspecções, suspender a colocação de seus
equipamentos, suspender as encomendas e colocação de suas plataformas etc.,
etc. em áreas petrolíferas – como se os brasileiros não percebessem, não
acompanhassem as manobras indecentes, vergonhosas.
A sugestão de criação de um Fundo Soberano (Senador Aloizio Mercadante artigo
na Folha de S. Paulo, que se crie um “fundo soberano” para gerir os novos
recursos, a exemplo do que foi feito na Noruega, a pretexto de se distribuírem
melhor os royalties do petróleo a partir de nosso pacto federativo - pode ser
uma boa idéia, se for, como na Noruega, usado para as gerações pós-petróleo.
Mas, a questão principal é mudar o pernicioso marco regulatório,
de modo a assegurar a propriedade do petróleo e a participação na
produção para os brasileiros.
A urgência e a premência é, prioritariamente, garantir essa riqueza
da ordem de US$ 20 trilhões de dólares, para o seu verdadeiro dono, o contribuinte
de fato e de direito de todo o investimento: os residentes no Brasil.
O setor privado (nacional e estrangeiro) estabelecido no Brasil é
bastante inteligente e ...”questiona a entrada da PETROBRAS”... (privatizada)...”no
pré-sal”. “Segundo executivos do setor, se a PETROBRAS (privatizada)
assumir a produção nessas áreas, haverá o favorecimento indevido aos
acionistas privados da estatal já que 62 % do capital da empresa estão no
mercado financeiro.”...”o Governo estaria dando de bandeja um recurso público
para sócios privados, sem licitação pública”... (in “Petrobrás na
berlinda”, O Globo, 21.08.08, p. 23).
O entendimento do
empresariado – nacional e estrangeiro - estabelecido no Brasil, é o de que, o
raciocínio acima vale, tanto se a União tiver 38% quanto se ela tiver 60%.
...”A reativação da 4ª Frota, a visita recente do Subsecretário de
defesa dos EUA ao presidente Lula, as declarações, na Europa, da Exxon e da
Shell, contra a mudança do marco regulatório são alguns exemplos dessa
pressão...
“...Multinacionais do petróleo
e a Agência Internacional de Energia (AIE) criticaram os projetos de mudança na
lei do petróleo e alertam que o país precisa de investimentos estrangeiros para
explorar o pré-sal” (“A Tarde On Line” in, em 14/08).
A posição das tais empresas é clara: manutenção do status quo.
Os executivos das multinacionais do petróleo, deixaram claro que suas
companhias vão pressionar o governo para evitar leis que as prejudiquem.
Tais empresas não conseguem aprender com os erros históricos. Continuam
com as mesmas táticas e estratégias. São os chamados “assassinos econômicos” ou, “economic hit men”, como
se autodenominam (Perkins, John, in “Confessions of an economic hit man”, Ed.
Cultrix, São Paulo-SP).
Uma das “pressões” deve ser através da
“corporatocracia” alicerçada no tripé governos-bancos-corporações.
A outra, deve ser a de pressionar o governo
brasileiro, através da sistemática venda de armas, simultaneamente,
tanto para a bandidagem, quanto para as milícias e outros mais - conforme os
ridículos usos e costumes, largamente utilizados pela “corporatocracia” no
mundo subdesenvolvido, ou, em desenvolvimento.
Já que não conseguiram fazer no Brasil, as
“guerrilhas religiosas”, as “guerrilhas raciais”, as “guerrilhas indígenas”
etc., etc., pretendem, com certeza, continuar investindo na violência urbana
das grandes cidades brasileiras – até que, a população brasileira, suposta, por
eles, “inocente”, peça a presença das “forças da paz”, as quais aguardam,
ansiosamente, a oportunidade, para gerirem o subsolo brasileiro.
Dúvida atroz: será que o investidor-fornecedor das
armas que sustentam a violência nas capitais do Brasil, é o mesmo congressista
de Estado poderoso, que, assistindo pela TV, a guerra no Afeganistão, decidiu
se dar bem, vendendo armas para ambos os lados da guerrilha afegã?).
Não viram a Cruz Vermelha, se antecipando, ansiosa, querendo colocar
“ajuda humanitária” nos morros, favelas brasileiras? Só a Cruz Vermelha e a
“torcida do Flamengo” não sabem que “ajuda humanitária” só é utilizada em caso
de guerra – no caso, a guerra que os interessados pretendem já estarem
promovendo!.
A terceira deve ser sobre os
governadores e congressistas brasileiros (na melhor das hipóteses,
inocentes sobre os conhecimentos da Teoria Geral do Estado, que nos Estados
desenvolvidos, na prática, não é outra, pois, entendem que é a união que faz a
força) no sentido de - a pretexto de reformularem o “pacto federativo” -
“independentizarem” os Estados-membros brasileiros, de modo que cada Governador
possa negociar, diretamente, com os interessados a entrega dos bens
públicos de seus respectivos Estados – sem subordinação à Constituição
Federal, sem subordinação à União Federal, sem subordinação ao Governo Federal.
Exatamente como pressionaram a África, “independentizada” em mais de 43
Estados. Exatamente como fizeram com a Yuguslávia, que se deixou massacrar.
Exatamente como tentaram fazer com a Geórgia.
Tanto a americana
Exxon/Móbil como a francesa Total/Fina/Elf estimam que o governo brasileiro pode
estar se antecipando de forma “arriscada” ao mudar as leis”... (Fernando
Siqueira, Diretor da Associação dos Engenheiros da Petrobrás, in BRASIL,
DOADOR DE PETRÓLEO, entrevista
ao Correio da Cidadania, publicado em 20 de agosto de 2008 às
17:54.).
Vale dizer: as empresas das quais se trata, pretendem que os contribuintes
brasileiros – de fato e de direito – continuem pagando os régios proventos
dos legisladores brasileiros para que os legisladores brasileiros continuem
a trabalhar-legislando, contra os interesses dos brasileiros - que os
remuneram. (Vide extras-remunerações recebidas por alguns, objeto de apuração
de diversas CPIs.).
As referidas empresas pretendem que os legisladores federais
brasileiros mantenham e continuem legislando leis perniciosas ao Brasil.
Que vergonha! Que ridículo! Que ingratidão! Que covardia! “Pressionar
os seus respectivos governos” contra os interesses do Brasil-amigo-desarmado,
de onde, sempre, retiraram os seus maiores lucros!
Mas, os investidores internacionais são pragmáticos e seus interesse
não são os interesses do mercado internacional do combustível, em absoluto: jamais poderão
ignorar o cliente preferencial-Brasil - um mercado consumidor de potencial
inigualável em todas as esferas da Economia; energia, comunicação, bens de
consumo etc..
E quanto à Agência Nacional (?) do Petróleo, a ANP?
...”Essa promiscuidade entre interesses públicos e privados é uma marca
antiga dessa agência reguladora”... ...”Na véspera do 8º leilão, a
empresa Halliburton eliminou os intermediários e colocou na direção da ANP um
preposto seu, diretor da sua filial de Angola”... ...”Esse diretor da
Halliburton comanda a diretoria da ANP que realiza os leilões e gerencia
o banco de dados de exploração e produção da ANP que, por força do artigo 22 da
Lei 9478/97, recebe todos os dados estratégicos da Petrobrás. “...A empresa é
obrigada a passar para a ANP todas as suas informações de exploração e
produção. Por `mera coincidência`, esses dados são gerenciados pela Halliburton
há 10 anos, através de sua subsidiária Landmark, contratada sem concorrência,
contrariando o Ministério Publico, que em 2004 recomendou fazer concorrência
para essa atividade, também subordinada a esse diretor, que agora assumiu a
responsabilidade de comandar a gerência que define os blocos a serem
licitados.”(Correio da Cidadania, publicado em 20 de agosto de 2008 às
17:54.).
...Os lobbies internacionais estão recrudescendo e pressionando o
governo para reabrir os leilões”... No Brasil, se os leilões
continuarem, não será diferente. As corporações internacionais derrubarão os
royalties como derrubaram o monopólio (Fernando Siqueira, Diretor da
Associação dos Engenheiros da Petrobrás, in BRASIL, DOADOR DE PETRÓLEO, entrevista ao Correio da Cidadania,
publicado em 20 de agosto de 2008 às 17:54.).
E aí? Fazer o que, com a ANP - se empresa estrangeira atua dentro dela,
via administração de dados estratégicos, sem licitação?
Fazer, exatamente, o mesmo que fizeram com a PETROBRAS: privatizá-la,
como Agência Internacional de Petróleo-AIP - para que ela, deixe de intermediar, como
tem intermediado, deixe de espionar, como tem espionado, como tem espionado,
desde que foi criada - os melhores negócios da área do petróleo, para os
lobbies estrangeiros – a custa dos contribuintes brasileiros.
Voltando à criação de uma empresa estatal, prevista para ser
anunciada em setembro de 2008 – a questão é de bom senso.
A re-estatização da PETROBRÁS, pelo governo brasileiro - é mais econômica,
lógica e não é considerado delito internacional: juridicamente, o Presidente
pode praticar um ato de império (jus imperium) expressando
a vontade onipotente e o poder de
coerção do Estado brasileiro (O Canadá e a Austrália já fizeram isso e a
comunidade internacional acatou a decisão, por ser de direito).
O Presidente pode
exercer o seu poder discricionário, de acordo como seu critério de
conveniência, oportunidade e conteúdo - praticando o referido ato de
império.
O poder discricionário só é limitado, pela Constituição, pelos
princípios gerais de Direito e os princípios que informam o administrador
público, moralidade, publicidade etc. (Art. 37/CF/88).
O bem comum é que orienta o rumo que o
Presidente deve seguir. O bem comum impõe que toda a atividade do Presidente
lhe seja endereçada (o bem comum é o interesse social ou coletivo).
Se o Presidente se desviar dessa
orientação estará incidindo em ilegalidade, por desvio de poder ou de
finalidade.
No caso, o bem comum impõe a
PETROBRÁS re-estatizada, explorando e administrando os hidrocarbonetos
que jazem no território brasileiro, em benefício da população brasileira:
exportando, somente o excedente - se garantidas as reservas, para o consumo
desta e das futuras gerações de brasileiros - porque, são minerais esgotáveis.
A declaração expropriatória obriga a justa
indenização e é feita por lei delegada ou decreto do Executivo.
E aí? Que horror! O Governo não vai ter como
indenizar etc., etc..?
Ora, dizem os brasileiros atentos: ainda não
decorreu tempo suficiente para que o governo fizesse grandes investimentos,
aplicasse os ganhos (?) auferidos pela privatização. Logo, é só devolver com os
juros de lei, etc. etc. - até e porque, os contribuintes brasileiros não têm
qualquer compromisso com os que se comissionaram, através da entrega dos bens
públicos do Brasil.
Além do mais, vai ser muito complicado e demorado, formar
quadro de técnicos, funcionários etc., tão bem preparados quanto os que já
haviam sido preparados - a custa do contribuinte brasileiro - e
que agora estão colocando os seus conhecimentos a serviço da empresa
privatizada.
Há porque se fortalecer a PETROBRAS estatizada, jamais
fortalecer a Petrobras privatizada (“Oposição critica a nova empresa”, O Globo,
21.08.08, p. 23).
Sorry, Sirs, mas o Brasil não aceita ser o quintal de Estado nenhum
–por mais poderoso que tal Estado seja.
Sorry Sirs, o Brasil do pré-sal não está se preparando para ser
um novo Iraque na América Latina: o Brasil do pré-sal está se preparando - há
mais de cinqüenta anos - para ser os Estados Unidos do Brasil.
O Brasil merece respeito.